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segunda-feira, 5 de novembro de 2012


Sem muito se importar com o lugar.
Um quarto quadro em branco, um cenário vazio.
Crua.
A pessoa...vazia.
A ânsia.
Tudo dói,
o amor corrói o peito até não sobrar
mais nada...
mas nada o tempo respeita.
Nem o meu tempo
parado
estagnado
que tenta buscar um tempo
errado
que deixei de viver
por deixar de existir

respeito
ao luto
da própria comédia
sádica
da tristeza que vem
bem-vinda
mas não aceita.

Sorrateiramente:
A depressão chega
pela porta dos fundos
como o jardineiro
sujo de terra, suado
arrumando o jardim
das calhas alheias
das janelas da alma
que vem a calhar
por não ter força
pra cuidar
do próprio jardim



Flávia Lages

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Re-solução

Eu estarei aqui parada quando você resolver resolver.
Se resolver. Me resolver.
Resolver.
Aceitarei suas desculpas, desculpa.
Mais uma vez.
É o que fazemos melhor: fazer mais uma vez.
Mais de uma vez.
É o aperfeiçoamento da técnica da repetição do Sim.

Enquanto o tempo passa, o mundo gira e você se decide entre açucar ou adoçante...
eu fico aqui parada.
Vez o sol, vez a lua. As vezes sem vez nenhuma para nenhum dos dois.
Crio netos e você nessa indecisão.
A vida ou a morte? Ou deixar para a sorte?
A sorte pára.

Escovei meus dentes, de cima pra baixo
de um lado para o outro.
Dente por dente.
E você ainda não se decidiu?!

Percebi que estou andando e você ficou.
É verdade! Todo esse tempo eu aqui...
Estive andando e nem percebi! Puxa!
Pensei estar parada...mas não...
E você aí andando dentro da roda...
No passado, no esquecimento, no esperar.
Uma linha constante da mudança, inerte, infinita.

Vejamos. Vamos ver. E por assim ficou.
Entre um tempo e outro copo de suco.

"Faz tudo passar mais depressa.", você dizia.
De que adianta? A vida passou. Não te restou muita coisa, eu acho...
Um suco, a morte. Pouco Sim pra muito Não.

Não?

sábado, 4 de junho de 2011

Saudade

Saudade é a intersecção entre a ausência e a presença. É um rastro.
É o que fica quando alguém deixa de estar.
Saudade também acontece quando se está junto.
Ela ronda o futuro, sabendo que em breve chegará sua hora de aparecer.
Feita de lembranças, agonia e nostalgia.
Feita de felicidade.
Teima em doer.

A saudade é o vazio que ocupa o lugar de quem parte.

sábado, 21 de maio de 2011

as vezes eu penso que minha alma é apenas meia, e que pessoas que precisam de ajuda também tem meia alma pra juntar com a minha e formar uma inteira...

domingo, 8 de maio de 2011

Amor(to)

Danificado por choque.

Coração.

Não passar de um olhar vazio que sai preguiçoso pelos buraquinhos da janela, fitando o sol, ao amanhecer.

Brancos.

E se o tempo ensinou para a dor como abandonar, nada dirá o tempo sobre a dor de um abandono.

Um amor que se deixou deixar.

Assim, de súbito, no valor de dois soluços e sete lágrimas.

Num arranhar de garganta, num suspiro aonde o estômago já não lê mais nada e, com olhos fechados se obriga a dormir.

E se o tempo pudesse admitir?

E se a solução é não solucionar?

E se o amor que era pra morrer disse pra deixar estar?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Amigos? Família?

Família.
São aquelas pessoas que estão presentes, mesmo quando ausentes. Que podem não te ver por 1, 10, 20 anos, mas não diminuem em um mm³ o sentimento, respeito e estima por você. Com quem você pode contar até mais além do que o famoso "para sempre". Quem, de algum modo, te eleva a um nível astral superior. Pode até acontecer com pessoas que não tem o mesmo sangue.

Amigos.
São aqueles que estão geograficamente ou virtualmente com a gente, nos fazem companhia, riem e choram e nos elevam a um estado de êxtase momentâneo a cada vez que os encontramos. São pessoas que podemos contar, confiar e confidenciar, porém estes somem quando o mutualismo deixa de existir. Amizade é algo efêmero. Sempre. Pode até acontecer entre pessoas do mesmo sangue.

Aonde você se encaixa?

domingo, 27 de março de 2011

Eu finalmente entendi!
Não importa o tempo que as pessoas ficam na sua vida, ou a frequência. Sinceramente, nada disso importa, porque há uma tendência a seguir caminhos diferentes e a gente é obrigado a lidar com isso, e NÃO, não se pode ter remorso, não se deve sentir dor, porque as é assim que as coisas são. Puxa vida, é tão simples! É que é meio óbvio e clichê, ou talvez por estar pensando em outras coisas, nunca conseguir absorver esse negócio de "viver o presente", mas agora tudo ficou tão claro!
Não que eu vá fazer isso, mas achei bem legal compreender.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ok, rapaz.

De tempos em tempos eu caio na real. Tremer, gaguejar, chorar. O estômago corroendo, a cabeça corroendo. E eu não consigo explicar de uma forma clara, de um modo que as pessoas compreendam o que se passa. Mas eu vou tentar mais uma vez.
Eu levo mais ou menos duas horas pra cair no sono. Eu arquiteto planos, antes de dormir, grandes planos. Do dia seguinte, do mês seguinte, do ano seguinte, do futuro. E para cada caminho, já prevejo as opções, os desvios, tudo. E faço isso com tudo. Ok, querem um exemplo... Vejamos, eu vou dormir e penso: "amanhã eu devo acordar e desenhar". Então já planejo a folha, a cor do lapis, o desenho, a borracha, o lugar, a hora, quais músicas vou ouvir. Isso é apenas uma das coisas que penso. Passo mais ou menos duas horas pensando, como eu disse, certo? Então, imagine as milhares de coisas que passam pela minha cabeça. O fato é que eu não ponho em prática, ou ponho mas não do jeito utópico com todos os detalhes que pensei. Isso dói, dói demais. Uma coisa é você decepcionar alguém, outra coisa é você se decepcionar e conviver com uma culpa só sua direcionada para você mesmo.
Eu sempre fui protegida. Eu fui a filha protegida...ou talvez largada. Não sei bem ao certo, mas sei que as intenções foram boas. Não os culpo. Eu criei uma bolha ao meu redor que me protege de um jeito doentio. Eu analiso tanto, mas tanto...Eu simplesmente não me arrisco. Eu observo, porque as pessoas, elas fazem as coisas, elas cometem erros, muitos erros, e eu me limito a aprender com os erros delas. Eu não tenho coragem de comenter meus próprios erros. Os velhos são sábios, eles dizem: "Eu já vivi e sei que tal coisa e tal coisa acontecem da forma tal e tal". Sim, eles sabem...mas e eu?
Eu preciso sentir pra aprender. "Vivendo e aprendendo", nunca dei atenção pra essa frase porque ela é simplesmente um saco, mas se você parar pra pensar, é bem isso. O problema, é que eu não faço a minha parte, quando se trata de "viver".
Eu me diagnostiquei com uma doença que chamo de "Lupus mental". Tenho pensamentos auto-imunes.
Há um ano atrás eu entrei numa relação e lutei por ela com todas as forças. Acho que no fim das contas eu não queria a relação, eu talvez só estivesse numa inércia tal que precisasse ter pelo que lutar. Eu sabia que estava errada, estava errando, mas entrei de cabeça. Sabe, eu nunca cresci tanto.
Eu tenho uma auto-estima praticamente inexistente. Eu acredito não merecer a amizade ou o amor das pessoas. Eu acredito não agradá-las, física e psicologicamente, de forma alguma. Então eu simplesmente insisto nisso e as afasto de mim. É assim que eu faço. Então eu nunca sei quando alguém gosta de mim, porque eu censuro a pessoa. E eu sempre acho que ela fala tudo que fala apenas pra me agradar, do tipo "ah, ela é uma coitada, vou ajudá-la com algumas palavras de consolo". Eu me sinto como um estepe na vida das pessoas. Eu as faço rir, eu faço piadas, brincadeiras...Sou mais ou menos como uma TV. Você sabe, uma TV você desliga quando cansa. E eu já acostumei tanto com o fato de que, quando eu estou alegre (ou aparento estar) e fazendo piada, as pessoas se fazem próximas, que eu não me permito ficar de outra forma. Então, por mais que eu queira e precise estar chorando, eu vou estar rindo.
Nesse exato momento, neste parágrafo, parei pra analisar o texto, coisa que uma pessoa normal não deveria fazer. Todos os parágrafos começaram com "eu". Como isso me incomoda. Não consigo não me auto-criticar a cada respiro que dou. Estou escrevendo um texto explicativo sobre mim. Que doentio.
A única coisa eterna, linear e invariável que podemos ter é a morte. Morrer é algo utópico. Tenho carinho pela morte. Não que eu vá me matar, porque tenho carinho por mim também, ou sei lá, pela minha pseudo-vida. E sou muito correta pra fazer algo tão aleatório assim. Lembrando que, eu ia pensar tanto e arquitetar tanto que eu nem conseguiria morrer e morreria de desgosto por causa da decepção (?).
Eu cada dia falo menos. Minha fala não acompanha a velocidade do meu pensamento. Então apenas deixo de falar. Escrever é melhor.
Só publiquei isso porque quero que as pessoas me entendam, de uma vez por todas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Memórias

Atenção, esse post fala sobre lembranças pessoais e teorias baseadas nessas experiências. Se você tá com preguiça de ler, vai pro Twitter de alguém ou coisa assim. Grata.


Eu me lembro bem...entravamos nós cinco no carro. Primeiro meu pai levava minha mãe no trabalho, aonde era coincidentemente a escola da minha irmã, depois levava meu irmão na faculdade e por fim, me deixava na escola. Como eram muitas pessoas (preguiçosas), o atraso era frequente, então as vezes, quando já não daria tempo de eu entrar pro primeiro horário, meu pai me deixava ir para a faculdade com meu irmão. Eu ficava eufórica! Na minha infância, meu irmão era meu ídolo, e poder passar mais tempo com ele em algum lugar aonde (hipoteticamente) ele aprendia alguma coisa para mim era sensacional! Eu ficava lá, na sala dele, e enquanto ele tinha aulas, eu ficava desenhando e interagindo um pouco com os amigos dele. Tinha um, cujo apelido era Desenho que fez uma caricatura minha...me recordo de ter ganhado dele uma caneta de desenho, a qual cuidava desde então com carinho e admiração. No intervalo (ou quando meu irmão matava aula) iamos pro D.A. - Diretório Acadêmico...não tenho certeza se era mesmo esse o nome, mas é como me vem a cabeça no momento.Lá tinham puffs pra você deitar, som pra você colocar o cd que quisesse, uma mesa de totó/pebolim, sofá...Engraçado, eu achava aquilo tão diferente e gostava de ir lá, apenas por ir, ou mesmo apenas por estar com meu irmão.
Em um aniversário meu, ele e sua banda de palhaços veio tocar na minha escola...Eu nunca esperaria por aquilo, foi uma grande surpresa. Outra vez saimos e fomos para um parque, ficamos até o anoitecer e quando chegamos em casa, a mãe deu bronca, o chamou de irresponsável e essas coisas. Lembro que lá eu brinquei de pular nos tocos, cada vez num toco mais alto.
Acho que a vida é mais ou menos isso . Uma escada de tocos.
Teve um dia que acordamos e fomos tomar banho de mangueira (acho que isso é mania de mineiro hein. Aqui onde eu moro, ninguém dá essa sugestão)...depois disso lotamos os cabelos de condicionador e ficamos no sol pra hidratar. Eu não sabia que era pra pentear antes de ir torrar ao sol . Imagine só pra desembaraçar depois!
Teve um dia em que a corda do violão dele arrebentou, e ele colocou a culpa em mim. Engraçado como eu era besta , eu fui lá e de um jeito ninja e desconhecido consegui colocar a corda no lugar. Pena que isso não ajudou a provar minha inocência.
Uma vez pedi de aniversário um digimon (naquela época, faziam uns digimons que eram tipo transformers, era incrivel), só que eu já tinha a coleção toda. Quando fui receber o presente, era um patinete (que é o que eu realmente queria). A rodinha da frente sempre saía do eixo (acho que isso era padrão né?! haha)...quando meu irmão falava no telefone, ele pegava o patinete e ficava andando pela casa com ele, segurando o telefone em uma mão e o patinete em outra.
Estranho o fato de eu não interagir muito com minha irmã nessa época...De brincadeiras, lembro um dia que bricamos durante um bom tempo de Mês; Eu, ela e meu irmão.
Nós uma vez quebramos a vasilha de fazer brigadeiro, brigando pra ver quem ficava com as raspas...
E no colégio...ai ai... por algum motivo oculto e desconhecido, eu não tinha lápis de cor, então minha irmã fazia meus deveres/tarefa/para-casa que precisava colorir com aquelas canetas Bic coloridas. Até então nunca tive problema, mas um dia ela escreveu no desenho: "desculpe, não tenho canela laranja"...Depois disso tive que comprar lápis de cor e eu mesma colorir os desenhos que me eram mandados como tarefa. Lembro de ter levado bronca da minha irmã em um dia que ela disse para eu ir no bar da esquina comprar salgadinho/chips e ter cuidado com o troco, porque aquele era o único dinheiro que ela tinha. Não é que perdi o dinheiro na volta? Chorei tanto.
Minha irmã tocava Blackbird dos Beatles no violão, meu irmão tocava O Vira dos Secos e Molhados e O Leãozinho do Caetano.
A maior parte do tempo eu passava com meu pai. Ia na padaria com ele, ia buscar minha mãe, ficava no quarto com ele vendo TV até cair no sono. Aí então ele me levava pra minha cama, no meu quarto, no segundo andar. Eu quase não via minha mãe, quase não falava com ela. Ela sempre trabalhou muito. Via ela a noite, quando ela chegava já cansada, as vezes no almoço, as vezes durante as festas que meus irmãos davam...meu sonho era brincar com ela. O máximo que eu conseguia era que ela cortasse as mandalas que fazia com giz pastel em formatos triangulares e me desse pra montar, como um quebra-cabeça. Ao terminar com êxito essa montagem, já não tinha mais a atenção dela, e ia procurar alguém ou algo pra fazer.
Até os 12 anos, sempre acordei cedo. Era solitário nas férias, já que só eu estava acordada. O que fazer? Esperava ansiosa meus irmãos acordarem, ou então meu pai, para podermos brincar ou fazer algo. Eu jogava pedrinhas/britas na janela (de vidro) da minha irmã, pelo quintal, pra ela acordar. E ela ia sempre mecanicamente para a pia do banheiro assoar o nariz. Então eu subia pro segundo andar e lá estava ela com cara de sono e com a camisola do Garfield. As vezes interagíamos todos nós (meu irmão, minha irmã e meu pai), jogando baralho na sala, ou truco ou escopa. Eram momentos legais.
Minha mãe viajava para outros países e me trazia presentes...Presentes? Eles ficavam ali, mas e minha mãe?! Voltaria pra bolha dela novamente.
Tenho vagas lembranças do meu . Lembro que toda manhã ele saia pra caminhar, sempre de terno e me perguntava se eu queria um pirulito lilás/roxo/bonina, um salgadinho/chips ou um Kinder Ovo. Na maioria das vezes eu escolhia o pirulito. Será que algum dia vou chegar a sentir aquele gosto de novo? Ou será um gosto de "nunca mais", como foi o caso do Cheetos de "tubinho"?
As vezes parece que não concluí essa etapa da minha vida, e toda vez que encontro meus irmãos, esse abismo se mostra tão claro a ponto de queimar os olhos. Parece ser irreparável. Eles moram longe, falta naturalidade, falta intimidade e liberdade pra se dar ao luxo de ficar apenas em companhia sem falar nada. Gosto das festas na casa do meu irmão, não por ser festa, mas porque parece que cria temporariamente uma ponte cruzando aquele abismo, mesmo que eu não diga nada, faz meu coração bater mais forte. É um momento utópico, aonde todos os castelos caem.
Sobre os castelos, cada um faz seu castelo, seja ele nos vícios, nas piadas, na preguiça, na música, no desenho....E lá, mora sozinho e solitário, lá dentro é tudo escuro e sombrio...Vivemos vendendo toda essa imagem, mas alguma hora temos que convidar alguém pra entrar no castelo e ajudar a achar a saída. Acho que viver é isso, não é mesmo?

Eu havia chegado ao ponto de fazer um castelo pra mim, simplesmente de nada, e dentro, eu colocava bonecos e todos eram lindos e felizes, e brincavam comigo, dançavam ciranda. Sabe, foi preciso um choque pra eu entender que não é possível ter uma projeção do que você quer dentro de você, porque isso só vai te afundar mais e mais até você precisar de cuidados.
Cheguei a pensar que estava esquizofrênica. Mas acho que só de analisar e constatar isso, eu posso me considerar uma pessoa sã.
A loucura não era só pelo meu castelo, por meus bonecos ou algo assim...ela se fazia também pelos barulhos que eu, e só eu escutava nos meus ouvidos. E não era nada de sobrenatural, apenas um edema na mandíbula. De tanta pressão que fazia na mandíbula quando ficava nervosa, acabei causando isso.
Bem, tenho mais pra falar, mas não tenho mais forças.

Beigos e se cuidem, porque isso é bem importante.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Para morrer...

Sinto que as pessoas ao meu redor estão morrendo. Parece que consigo ver a vitalidade escorrer no ritmo do ponteiro do relógio.
É uma sensação estranha. As pessoas são vuneráveis. Suas vidas, efêmeras. E não há nada que se possa fazer ou prever.
Dá para aceitar que as pessoas se vão, mas o fato é que por alguma razão sádica eu as imagino morrendo a cada segundo que penso/falo com elas.

Não quero perder as pessoas que amo.
E conviverei o mínimo possível com quem começo/comecei/começaria a me apegar.
Pode parecer doentio, mas acho que é o que eu preciso no momento.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sair de casa Vs. Ficar em casa [2]

Olá!
Bom, não vou perguntar se vocês estão bem, porque hoje estou chata.
Vou voltar ao assunto do ficar em casa vs. sair de casa.
Ok. O que eu não entendo é porque as pessoas insistem que sair de casa é legal e wow, "vamos nos divertir" e "vai ser utópico" yeah.
Veja bem, pra cada pessoa, o padrão de diversão é outro. Será que machuca muito o fato de eu achar mais divertido ficar em casa sozinha vendo filme do que sair com os amigos pra baladar?
As pessoas não param pra pensar: "poxa, talvez ela goste mesmo de ficar em casa...não é porque eu gosto de sair que isso tem que ser legal para todos." ou então "talvez eu que seja o alienígena, que gosto de sair pra me f*der, gastar dinheiro em coisas de pouca duração ou que simplesmente a industria cultural empurra goela abaixo, comer coisas que me deixam obeso, obstruem minhas veias e me matam, pegar sol que pode me dar câncer, pegar friagem, correr risco de tomar chuva, ser assaltado, aguentar gente bêbada (lembrando que esse tipo de gente fede), fumaça de cigarro, gente entrando em depressão e chorando pitangas, gente fofocando sobre a roupa x do fulano, pessoas com inveja, pessoas com raiva, pessoas que sairam de casa somente pra mostrar que compraram roupa da marca w, pagar pra entrar (isso é o cúmulo do ninguem merece), não conseguir dar atenção a todas as pessoas que desejo, ter hora pra chegar, hora pra sair, me preocupar com transporte..."
enfim, tudo depende do ângulo que se olha.
pra mim sair é isso aí.
"não, olha, assim, é porque você nunca saiu com a gente, é super legal e tal..."
NÃO. Assim, dá pra respeitar que eu não gosto? E parar de tentar sei lá, tentar me forçar a fazer algo que me deixa irritada e que é sacrifício pra mim?

E vou dizer mais, isso é desde pequena. Lembro que minha mãe pegava os convites pras festinhas dentro da minha mochila e me fazia ir. Eu não gostava daquilo (e não gostava de crianças também, apesar de ser uma). Eu chorava, esperneava, e tinha que ir do mesmo jeito.


Tá, acabou meu post, enfim.

Beigos!

domingo, 6 de junho de 2010

Sair de casa Vs. Ficar em casa

Olá gente! (imagine a palavra "gente" ecoando 27 vezes e as teias de aranha vibrando com esse som)
Tudo bom com vocês?
Bem, nunca está tudo bem comigo, porque eu penso. E então continuo pensando. Não paro. E isso me deixa transtornada.
Eu estive pensando muito no porquê de eu odiar sair de casa e amar trazer amigos para minha casa.
Cheguei a uma teoria.
É fácil você sair com os amigos, beber, se divertir, passear, sei lá. É fácil porque os elementos simplesmente se materializam ao seu redor em uma maneira rotativa e dinâmica e você os absorve e os transforma em parte da conversa, parte do grupo de amigos. Os assuntos se locomovem até você, você não precisa se esforçar, é automático.
Porém, quando você leva alguém pra casa, o ambiente não muda, os elementos não mudam. A convivência se torna um desafio, e você precisa lidar com isso de qualquer maneira...ter jogo de cintura.
O fato é que:
É fácil conviver com as pessoas quando elas não são o foco.

Pensando bem, parece um comportamento bem masoquista, mas descobri que isso mantém próximas a mim apenas as pessoas que realmente tem o poder místico de me suportarem durante muito tempo gostam de mim. (Pelo menos é esse meu planinho de dominação global, risos).

Bom, fiquem bem!

Beigos