Mostrando postagens com marcador crenças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crenças. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sem dar nome

É o medo da própria existência não transmitir mais nada, te trazendo de modo paradoxalmente inerte para a não existência. Quando o não caminhar te leva a algum lugar que se anula por não ter sido alcançado. A des-fuga-dependência pela palavra, aonde a comunicação abundante se dá quando não se diz nada. O vício verbal. Do silêncio se faz a crise de abstinência. O desapego alfabético e a liberdade de se deixar sentir sem vestígio de registro. Não dar nome, não caracterizar, não julgar ou classificar. É o desafio aonde o peito se abre em meditação e a cabeça se guarda; desliga.

sábado, 21 de maio de 2011

as vezes eu penso que minha alma é apenas meia, e que pessoas que precisam de ajuda também tem meia alma pra juntar com a minha e formar uma inteira...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ok, rapaz.

De tempos em tempos eu caio na real. Tremer, gaguejar, chorar. O estômago corroendo, a cabeça corroendo. E eu não consigo explicar de uma forma clara, de um modo que as pessoas compreendam o que se passa. Mas eu vou tentar mais uma vez.
Eu levo mais ou menos duas horas pra cair no sono. Eu arquiteto planos, antes de dormir, grandes planos. Do dia seguinte, do mês seguinte, do ano seguinte, do futuro. E para cada caminho, já prevejo as opções, os desvios, tudo. E faço isso com tudo. Ok, querem um exemplo... Vejamos, eu vou dormir e penso: "amanhã eu devo acordar e desenhar". Então já planejo a folha, a cor do lapis, o desenho, a borracha, o lugar, a hora, quais músicas vou ouvir. Isso é apenas uma das coisas que penso. Passo mais ou menos duas horas pensando, como eu disse, certo? Então, imagine as milhares de coisas que passam pela minha cabeça. O fato é que eu não ponho em prática, ou ponho mas não do jeito utópico com todos os detalhes que pensei. Isso dói, dói demais. Uma coisa é você decepcionar alguém, outra coisa é você se decepcionar e conviver com uma culpa só sua direcionada para você mesmo.
Eu sempre fui protegida. Eu fui a filha protegida...ou talvez largada. Não sei bem ao certo, mas sei que as intenções foram boas. Não os culpo. Eu criei uma bolha ao meu redor que me protege de um jeito doentio. Eu analiso tanto, mas tanto...Eu simplesmente não me arrisco. Eu observo, porque as pessoas, elas fazem as coisas, elas cometem erros, muitos erros, e eu me limito a aprender com os erros delas. Eu não tenho coragem de comenter meus próprios erros. Os velhos são sábios, eles dizem: "Eu já vivi e sei que tal coisa e tal coisa acontecem da forma tal e tal". Sim, eles sabem...mas e eu?
Eu preciso sentir pra aprender. "Vivendo e aprendendo", nunca dei atenção pra essa frase porque ela é simplesmente um saco, mas se você parar pra pensar, é bem isso. O problema, é que eu não faço a minha parte, quando se trata de "viver".
Eu me diagnostiquei com uma doença que chamo de "Lupus mental". Tenho pensamentos auto-imunes.
Há um ano atrás eu entrei numa relação e lutei por ela com todas as forças. Acho que no fim das contas eu não queria a relação, eu talvez só estivesse numa inércia tal que precisasse ter pelo que lutar. Eu sabia que estava errada, estava errando, mas entrei de cabeça. Sabe, eu nunca cresci tanto.
Eu tenho uma auto-estima praticamente inexistente. Eu acredito não merecer a amizade ou o amor das pessoas. Eu acredito não agradá-las, física e psicologicamente, de forma alguma. Então eu simplesmente insisto nisso e as afasto de mim. É assim que eu faço. Então eu nunca sei quando alguém gosta de mim, porque eu censuro a pessoa. E eu sempre acho que ela fala tudo que fala apenas pra me agradar, do tipo "ah, ela é uma coitada, vou ajudá-la com algumas palavras de consolo". Eu me sinto como um estepe na vida das pessoas. Eu as faço rir, eu faço piadas, brincadeiras...Sou mais ou menos como uma TV. Você sabe, uma TV você desliga quando cansa. E eu já acostumei tanto com o fato de que, quando eu estou alegre (ou aparento estar) e fazendo piada, as pessoas se fazem próximas, que eu não me permito ficar de outra forma. Então, por mais que eu queira e precise estar chorando, eu vou estar rindo.
Nesse exato momento, neste parágrafo, parei pra analisar o texto, coisa que uma pessoa normal não deveria fazer. Todos os parágrafos começaram com "eu". Como isso me incomoda. Não consigo não me auto-criticar a cada respiro que dou. Estou escrevendo um texto explicativo sobre mim. Que doentio.
A única coisa eterna, linear e invariável que podemos ter é a morte. Morrer é algo utópico. Tenho carinho pela morte. Não que eu vá me matar, porque tenho carinho por mim também, ou sei lá, pela minha pseudo-vida. E sou muito correta pra fazer algo tão aleatório assim. Lembrando que, eu ia pensar tanto e arquitetar tanto que eu nem conseguiria morrer e morreria de desgosto por causa da decepção (?).
Eu cada dia falo menos. Minha fala não acompanha a velocidade do meu pensamento. Então apenas deixo de falar. Escrever é melhor.
Só publiquei isso porque quero que as pessoas me entendam, de uma vez por todas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Variações Psicológicas

Por promessa, estou aqui a postar a teoria dos gráficos mentais das variações psicológicas das pessoas.
Isso pode parecer invalidar o post anterior, porém, estou escrevendo isso hoje e agora apenas pela facilidade de escrever no momento. Não se confundam ou se enganem, o.k.?

Pois bem. Cada pessoa que tenho contato (seja direto ou indireto) eu analiso e coloco num gráfico mental. Em um mês ou dois, já tenho dados suficientes para montá-lo. O máximo de tristeza e felicidade da pessoa, raiva, medo, sono, preguiça, aflição, nojo, saudade, marra, malandragem, fome, dor, instabilidade, estabilidade, gostos, memórias, tudo isso encaixa em apenas uma linha de gráfico, aonde o que causa a variação é o fato de todo esse conjunto me deixar bem ou me deixar mal dentro das possibilidades da pessoa.

É bem simples, na verdade. E depois de meses (ou mesmo anos) fazendo um gráfico único e definitivo para cada pessoa, a única coisa que pode mesmo me abalar é a linha ultrapassar os limites.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Personalidade (ou ausência de)

Vou te dizer o que é perder a personalidade:
Perder a personalidade é quando você vê que você está em outras pessoas e não acha mais nenhum vestígio seu em si. Você olha no espelho e "hum, aonde foi parar você?!"
TCHARAM! Mais um post sobre fenômenos sociais. Não sobre a total perda de personalidade, mas sobre o vazio deixado por trocas de parte da personalidade.
É uma coisa muito interessante de se observar. Já viu na rua/em uma festa/na faculdade ou em qualquer lugar aonde pessoas frequentam, aquele grupo/trio/dupla que parece um só? Como assim minha gente?! Vamos aos cálculos, pegando como exemplo uma dupla de amigos. Uma pessoa X é ela 100%, e uma pessoa Y é ela 100%. O que aconteceu para que elas abrissem mão de 50% de suas personalidades para uma experiência, misturando essa meleca de 100% e compactando até ficar como 50% e dividir entre as duas, ficando então X com 75% e Y com 75%, deixando ambas um espaço de 25% em si para que qualquer resto de personalidade desgarrada de outrem se aconchegue ali?

É chegada a hora das pessoas se completarem com vestígios delas mesmas que por acaso se perderam poraí.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Para morrer...

Sinto que as pessoas ao meu redor estão morrendo. Parece que consigo ver a vitalidade escorrer no ritmo do ponteiro do relógio.
É uma sensação estranha. As pessoas são vuneráveis. Suas vidas, efêmeras. E não há nada que se possa fazer ou prever.
Dá para aceitar que as pessoas se vão, mas o fato é que por alguma razão sádica eu as imagino morrendo a cada segundo que penso/falo com elas.

Não quero perder as pessoas que amo.
E conviverei o mínimo possível com quem começo/comecei/começaria a me apegar.
Pode parecer doentio, mas acho que é o que eu preciso no momento.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Crenças [2]

Boa madrugada amores!
Como estão?

Bem, hoje parei pra observar um fenômeno social.
As pessoas deixaram de ser pessoas para serem crenças. No caso deixaram de acreditar em algo pra se transformar em parte do "algo" que acreditavam. É muito estranho isso.
Aonde foram parar as pessoas? Porque o que eu vejo são livros sagrados (ou qualquer outro tipo de símbolo principal, ou sei lá...deixo claro meu amadorismo sobre a questão em si) ambulantes. E não há fome, não há dor, não há raiva que não seja a que se leu e a que se prega.
Queria entender como as pessoas se deixam dominar assim por completo.
O.K. que já comentei sobre crenças aqui e que sinto uma insegurança por não acreditar, mas isso me deixa mais forte, afinal, não posso pedir ajuda a ninguém e não posso culpá-lo por não me ajudar. Eu costumo dizer que acredito só em mim e, mesmo assim, com um pé atrás.
Esse é um post-apelo. Apelo para que as pessoas se abram. Não é preciso virar outro para que seu Deus/chefe/mestre te aceite, afinal, aonde está toda a sabedoria dele se este te cobrar isso?

Bom, fim do post!

Beigos!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crenças

Acho que me afastei das crenças por medo. Medo que elas me dominassem, medo de virar fanatísmo. Parece que isso está piorando tudo, a ausência de um alguém superior e a luta contra o desejo de preencher esse vazio está me desgastando.
Outro medo é que, quando eu me permito acreditar, não sei porque diabos (desculpe a ironia), só acredito em coisas ruins e elas realmente acontecem.
Mando meus pensamentos (negativos) para a quarta dimensão e lá eles tomam o caminho que quero (pelo menos, acredito que é assim que funciona). E parece tudo tão natural e planejado. Será que as pessoas tem poderes?
A procura por sanidade e equilíbrio está me fazendo encontrar o oposto dessas duas coisas. Ando pensando demais e isso faz mal.

Não sei como me resolver.

Não quero ter dúvidas, quero me recolher a minha ignorância teológica, ficar num plano paralelo a tudo isso.