Domingo
Não tem banho de mangueira, não tem violão, não tem brincar de Mês, não tem jabuticaba no pé, não cai manga da árvore. Aonde estão os morcegos da bananeira? Tinha uma pitangueira ali. O pezinho de tomate, coitado, nem tomate dá. Agora tem um prédio nos olhando do outro lado do quintal.
O cachorro late, o prédio responde...
E logo eu que nunca choro, desabo.
Meu coração apertado assiste passar um ano, dois, dez.
Cadê o cachorro?
E a rede a balançar?
O cheiro de cimento da construção, do tijolo, da areia pra brincar, da brita, da madeira, pra onde foi?
Virou casa.
E a casa, virou o que?
Virou saudade, só se for.
E só se foi.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Sem muito se importar com o lugar.
Um quarto quadro em branco, um cenário vazio.
Crua.
A pessoa...vazia.
A ânsia.
Tudo dói,
o amor corrói o peito até não sobrar
mais nada...
mas nada o tempo respeita.
Nem o meu tempo
parado
estagnado
que tenta buscar um tempo
errado
que deixei de viver
por deixar de existir
respeito
ao luto
da própria comédia
sádica
da tristeza que vem
bem-vinda
mas não aceita.
Sorrateiramente:
A depressão chega
pela porta dos fundos
como o jardineiro
sujo de terra, suado
arrumando o jardim
das calhas alheias
das janelas da alma
que vem a calhar
por não ter força
pra cuidar
do próprio jardim
Flávia Lages
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Sem dar nome
É o medo da própria existência não transmitir mais nada, te trazendo de modo paradoxalmente inerte para a não existência. Quando o não caminhar te leva a algum lugar que se anula por não ter sido alcançado. A des-fuga-dependência pela palavra, aonde a comunicação abundante se dá quando não se diz nada. O vício verbal. Do silêncio se faz a crise de abstinência. O desapego alfabético e a liberdade de se deixar sentir sem vestígio de registro. Não dar nome, não caracterizar, não julgar ou classificar. É o desafio aonde o peito se abre em meditação e a cabeça se guarda; desliga.
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crenças,
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plenitude,
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
"e ainda tem gente que reclama da vida..."
OLHA, se tem uma frase que me irrita é essa. Cada um tem seus problemas, e cada problema próprio se encaixa numa gráfico mental decrescente (do maior pro menor), por ordem de prioridade. O que as pessoas não entendem é que o problemas dos outros não entram no meu gráfico próprio. Por fim, vou reclamar dos meus problemas e não quero problema de ninguém inferiorizando os meus. Eu reclamo da minha realidade, você reclama da sua.
OLHA, se tem uma frase que me irrita é essa. Cada um tem seus problemas, e cada problema próprio se encaixa numa gráfico mental decrescente (do maior pro menor), por ordem de prioridade. O que as pessoas não entendem é que o problemas dos outros não entram no meu gráfico próprio. Por fim, vou reclamar dos meus problemas e não quero problema de ninguém inferiorizando os meus. Eu reclamo da minha realidade, você reclama da sua.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
[Aviso: O post que você pretende ler agora contém grande quantidade de "sujo falando do mal lavado"]
- Te amo.
Ok, vamos começar por aí.
Porque uma hora ou outra, a gente diz. Grande parte das vezes por pressão ou hábito, outras por querer ouvir tal expressão em retorno. Poucas vezes pela pureza e transparência do sentimento. Tudo bem: seres humanos, equilíbrio, reciprocidade.
Não é uma questão de discordar do ato, mas quem estipulou esse equilíbrio?
E como entender a camuflagem? As pessoas não podem estar com quem amam sem comprá-las com presentes? Acho que existe um limite, sabe?! E é aí que se encontra o equilíbrio. Se existir um fator externo influenciando a relação, que ele entretenha todos os envolvidos, com o fator e entre si, como por exemplo, assistir um filme.
Acho que a essência da convivência está quando o que interage é apenas você e a(s) outra(s) pessoa(s). É fácil lidar com o que for, tendo outros elementos para distração.
Vamos trabalhar mais os valores do relacionamento ao invés dos monetários então?!
Ok, próximo assunto.
(ainda no mesmo. Desculpa, gente.)
Não sei se as pessoas tem preguiça de relacionamentos ou então elas acham que o melhor relacionamento é aquele em que tudo está ótimo. Será que é excesso de conto de fadas?
Se não existem brigas e discussões, como você pode ter parâmetro pra dividir o que é bom e o que é ruim e realmente aproveitar quando as coisas estão boas? O Equilíbrio do relacionamento se encontra aí, além do que, precisa ser mantido também numa questão hierárquica, lembrando que ninguém é melhor do que ninguém. Se sujeitar a periferia de um relacionamento faz mal, tanto quanto carregá-lo nas costas. E por favor, não podemos esquecer que cada pessoa é ela-mesma 100%, logo, havendo qualquer doação de alguma das partes do relacionamento, há um desequilíbrio (vide esse texto, qualquer dúvida. Não é diretamente explicativo, porém esclarece de um modo geral).
Não tenho algo conclusivo pra fechar o que escrevi, porém, acho que não é muito difícil tirar as próprias conclusões.
E acho que isso pode ajudar algumas pessoas que vieram pedir conselhos (ou não).
Boa sorte!
- Te amo.
Ok, vamos começar por aí.
Porque uma hora ou outra, a gente diz. Grande parte das vezes por pressão ou hábito, outras por querer ouvir tal expressão em retorno. Poucas vezes pela pureza e transparência do sentimento. Tudo bem: seres humanos, equilíbrio, reciprocidade.
Não é uma questão de discordar do ato, mas quem estipulou esse equilíbrio?
E como entender a camuflagem? As pessoas não podem estar com quem amam sem comprá-las com presentes? Acho que existe um limite, sabe?! E é aí que se encontra o equilíbrio. Se existir um fator externo influenciando a relação, que ele entretenha todos os envolvidos, com o fator e entre si, como por exemplo, assistir um filme.
Acho que a essência da convivência está quando o que interage é apenas você e a(s) outra(s) pessoa(s). É fácil lidar com o que for, tendo outros elementos para distração.
Vamos trabalhar mais os valores do relacionamento ao invés dos monetários então?!
Ok, próximo assunto.
(ainda no mesmo. Desculpa, gente.)
Não sei se as pessoas tem preguiça de relacionamentos ou então elas acham que o melhor relacionamento é aquele em que tudo está ótimo. Será que é excesso de conto de fadas?
Se não existem brigas e discussões, como você pode ter parâmetro pra dividir o que é bom e o que é ruim e realmente aproveitar quando as coisas estão boas? O Equilíbrio do relacionamento se encontra aí, além do que, precisa ser mantido também numa questão hierárquica, lembrando que ninguém é melhor do que ninguém. Se sujeitar a periferia de um relacionamento faz mal, tanto quanto carregá-lo nas costas. E por favor, não podemos esquecer que cada pessoa é ela-mesma 100%, logo, havendo qualquer doação de alguma das partes do relacionamento, há um desequilíbrio (vide esse texto, qualquer dúvida. Não é diretamente explicativo, porém esclarece de um modo geral).
Não tenho algo conclusivo pra fechar o que escrevi, porém, acho que não é muito difícil tirar as próprias conclusões.
E acho que isso pode ajudar algumas pessoas que vieram pedir conselhos (ou não).
Boa sorte!
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Re-solução
Eu estarei aqui parada quando você resolver resolver.
Se resolver. Me resolver.
Resolver.
Aceitarei suas desculpas, desculpa.
Mais uma vez.
É o que fazemos melhor: fazer mais uma vez.
Mais de uma vez.
É o aperfeiçoamento da técnica da repetição do Sim.
Enquanto o tempo passa, o mundo gira e você se decide entre açucar ou adoçante...
eu fico aqui parada.
Vez o sol, vez a lua. As vezes sem vez nenhuma para nenhum dos dois.
Crio netos e você nessa indecisão.
A vida ou a morte? Ou deixar para a sorte?
A sorte pára.
Escovei meus dentes, de cima pra baixo
de um lado para o outro.
Dente por dente.
E você ainda não se decidiu?!
Percebi que estou andando e você ficou.
É verdade! Todo esse tempo eu aqui...
Estive andando e nem percebi! Puxa!
Pensei estar parada...mas não...
E você aí andando dentro da roda...
No passado, no esquecimento, no esperar.
Uma linha constante da mudança, inerte, infinita.
Vejamos. Vamos ver. E por assim ficou.
Entre um tempo e outro copo de suco.
"Faz tudo passar mais depressa.", você dizia.
De que adianta? A vida passou. Não te restou muita coisa, eu acho...
Um suco, a morte. Pouco Sim pra muito Não.
Não?
Se resolver. Me resolver.
Resolver.
Aceitarei suas desculpas, desculpa.
Mais uma vez.
É o que fazemos melhor: fazer mais uma vez.
Mais de uma vez.
É o aperfeiçoamento da técnica da repetição do Sim.
Enquanto o tempo passa, o mundo gira e você se decide entre açucar ou adoçante...
eu fico aqui parada.
Vez o sol, vez a lua. As vezes sem vez nenhuma para nenhum dos dois.
Crio netos e você nessa indecisão.
A vida ou a morte? Ou deixar para a sorte?
A sorte pára.
Escovei meus dentes, de cima pra baixo
de um lado para o outro.
Dente por dente.
E você ainda não se decidiu?!
Percebi que estou andando e você ficou.
É verdade! Todo esse tempo eu aqui...
Estive andando e nem percebi! Puxa!
Pensei estar parada...mas não...
E você aí andando dentro da roda...
No passado, no esquecimento, no esperar.
Uma linha constante da mudança, inerte, infinita.
Vejamos. Vamos ver. E por assim ficou.
Entre um tempo e outro copo de suco.
"Faz tudo passar mais depressa.", você dizia.
De que adianta? A vida passou. Não te restou muita coisa, eu acho...
Um suco, a morte. Pouco Sim pra muito Não.
Não?
domingo, 3 de julho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Saudade
Saudade é a intersecção entre a ausência e a presença. É um rastro.
É o que fica quando alguém deixa de estar.
Saudade também acontece quando se está junto.
Ela ronda o futuro, sabendo que em breve chegará sua hora de aparecer.
Feita de lembranças, agonia e nostalgia.
Feita de felicidade.
Teima em doer.
A saudade é o vazio que ocupa o lugar de quem parte.
É o que fica quando alguém deixa de estar.
Saudade também acontece quando se está junto.
Ela ronda o futuro, sabendo que em breve chegará sua hora de aparecer.
Feita de lembranças, agonia e nostalgia.
Feita de felicidade.
Teima em doer.
A saudade é o vazio que ocupa o lugar de quem parte.
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Amor(to)
Danificado por choque.
Coração.
Não passar de um olhar vazio que sai preguiçoso pelos buraquinhos da janela, fitando o sol, ao amanhecer.
Brancos.
E se o tempo ensinou para a dor como abandonar, nada dirá o tempo sobre a dor de um abandono.
Um amor que se deixou deixar.
Assim, de súbito, no valor de dois soluços e sete lágrimas.
Num arranhar de garganta, num suspiro aonde o estômago já não lê mais nada e, com olhos fechados se obriga a dormir.
E se o tempo pudesse admitir?
E se a solução é não solucionar?
E se o amor que era pra morrer disse pra deixar estar?
Coração.
Não passar de um olhar vazio que sai preguiçoso pelos buraquinhos da janela, fitando o sol, ao amanhecer.
Brancos.
E se o tempo ensinou para a dor como abandonar, nada dirá o tempo sobre a dor de um abandono.
Um amor que se deixou deixar.
Assim, de súbito, no valor de dois soluços e sete lágrimas.
Num arranhar de garganta, num suspiro aonde o estômago já não lê mais nada e, com olhos fechados se obriga a dormir.
E se o tempo pudesse admitir?
E se a solução é não solucionar?
E se o amor que era pra morrer disse pra deixar estar?
Erro
Se ja sabemos o que vai dar errado, por que dessa vez não fazer tudo ao contrário? Tudo não passa de um hábito de aperfeiçoar o erro, até que ele deixe de ser errado...até que ele se torne um erro certo. É possível?! Sim, claro. O nome disso é "lado positivo".
Você insiste tanto em ver esse lado que o negativo perde lugar e algo que antes tinha o equilíbrio de dois lados passa a adornar a máscara utópica unilateral positiva. Chegamos então a uma alienação porque, por mais perfeito que tudo esteja, a ausência do lado negativo causa o que podemos chamar de Falta de Parâmetro.
O que eu quis dizer com tudo isso é que um erro tem que ser imutável e tem que ter seu espaço, e não devemos esperar que ele se julgue Erro e que sua lição diminua a importância de sua existência.
Você insiste tanto em ver esse lado que o negativo perde lugar e algo que antes tinha o equilíbrio de dois lados passa a adornar a máscara utópica unilateral positiva. Chegamos então a uma alienação porque, por mais perfeito que tudo esteja, a ausência do lado negativo causa o que podemos chamar de Falta de Parâmetro.
O que eu quis dizer com tudo isso é que um erro tem que ser imutável e tem que ter seu espaço, e não devemos esperar que ele se julgue Erro e que sua lição diminua a importância de sua existência.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Amigos? Família?
Família.
São aquelas pessoas que estão presentes, mesmo quando ausentes. Que podem não te ver por 1, 10, 20 anos, mas não diminuem em um mm³ o sentimento, respeito e estima por você. Com quem você pode contar até mais além do que o famoso "para sempre". Quem, de algum modo, te eleva a um nível astral superior. Pode até acontecer com pessoas que não tem o mesmo sangue.
Amigos.
São aqueles que estão geograficamente ou virtualmente com a gente, nos fazem companhia, riem e choram e nos elevam a um estado de êxtase momentâneo a cada vez que os encontramos. São pessoas que podemos contar, confiar e confidenciar, porém estes somem quando o mutualismo deixa de existir. Amizade é algo efêmero. Sempre. Pode até acontecer entre pessoas do mesmo sangue.
Aonde você se encaixa?
São aquelas pessoas que estão presentes, mesmo quando ausentes. Que podem não te ver por 1, 10, 20 anos, mas não diminuem em um mm³ o sentimento, respeito e estima por você. Com quem você pode contar até mais além do que o famoso "para sempre". Quem, de algum modo, te eleva a um nível astral superior. Pode até acontecer com pessoas que não tem o mesmo sangue.
Amigos.
São aqueles que estão geograficamente ou virtualmente com a gente, nos fazem companhia, riem e choram e nos elevam a um estado de êxtase momentâneo a cada vez que os encontramos. São pessoas que podemos contar, confiar e confidenciar, porém estes somem quando o mutualismo deixa de existir. Amizade é algo efêmero. Sempre. Pode até acontecer entre pessoas do mesmo sangue.
Aonde você se encaixa?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Algumas pessoas olham atravessado, é como se eu andasse chutando a minha cabeça. Ei, minha cabeça está acima do pescoço e pretendo deixá-la neste lugar por um bom tempo!
Eu poderia muito bem sentar e fazer o tempo passar mais ou menos na maior velocidade possível que eu consigo dominar. Posso pular a minha vida pra parte em que eu me canso de dizer a pessoa que amo que essa história de querer filhos é bobagem, que os pisos da sala ficam bonitos quando combinados com a cortina verde, e que foi uma ótima idéia mudarmos para uma cidade do litoral. Então agora posso me preparar para ter meu filho e envelhecer. Posso viver com minha aposentadoria, fazer algumas viagens e pensar que quem está do meu lado, bem... é alguém que eu amo, mas que eu não gosto muito já faz algum tempo. As horas tem uma duração maior, porque brigamos por coisas fúteis. Acho que é o hábito. Depois de nos juntarmos em uma pessoa só, deixamos de brigar por nós...
Ohhh! Tudo foi tão rápido. Dominique com o olhar profundo me chamou, segurou em minhas mãos por um momento e em uma fala pausada e adulta, embora eu pudesse ver claramente sua adolescência escorrendo para fora de seus poros, sussurrou:
- Ei mãe, estou saindo de casa. Já é hora. Tenho um bom emprego, namoro e não quero criar mais problemas pra vocês.
Então saiu pela porta da frente, então saiu de dentro de mim, saiu da minha cabeça, saiu e me deixou aqui, com meus poucos anos, antes que tudo pudesse acontecer, ele me deixou antes de existir.
Eu poderia muito bem sentar e fazer o tempo passar mais ou menos na maior velocidade possível que eu consigo dominar. Posso pular a minha vida pra parte em que eu me canso de dizer a pessoa que amo que essa história de querer filhos é bobagem, que os pisos da sala ficam bonitos quando combinados com a cortina verde, e que foi uma ótima idéia mudarmos para uma cidade do litoral. Então agora posso me preparar para ter meu filho e envelhecer. Posso viver com minha aposentadoria, fazer algumas viagens e pensar que quem está do meu lado, bem... é alguém que eu amo, mas que eu não gosto muito já faz algum tempo. As horas tem uma duração maior, porque brigamos por coisas fúteis. Acho que é o hábito. Depois de nos juntarmos em uma pessoa só, deixamos de brigar por nós...
Ohhh! Tudo foi tão rápido. Dominique com o olhar profundo me chamou, segurou em minhas mãos por um momento e em uma fala pausada e adulta, embora eu pudesse ver claramente sua adolescência escorrendo para fora de seus poros, sussurrou:
- Ei mãe, estou saindo de casa. Já é hora. Tenho um bom emprego, namoro e não quero criar mais problemas pra vocês.
Então saiu pela porta da frente, então saiu de dentro de mim, saiu da minha cabeça, saiu e me deixou aqui, com meus poucos anos, antes que tudo pudesse acontecer, ele me deixou antes de existir.
domingo, 27 de março de 2011
Eu finalmente entendi!
Não importa o tempo que as pessoas ficam na sua vida, ou a frequência. Sinceramente, nada disso importa, porque há uma tendência a seguir caminhos diferentes e a gente é obrigado a lidar com isso, e NÃO, não se pode ter remorso, não se deve sentir dor, porque as é assim que as coisas são. Puxa vida, é tão simples! É que é meio óbvio e clichê, ou talvez por estar pensando em outras coisas, nunca conseguir absorver esse negócio de "viver o presente", mas agora tudo ficou tão claro!
Não que eu vá fazer isso, mas achei bem legal compreender.
Não importa o tempo que as pessoas ficam na sua vida, ou a frequência. Sinceramente, nada disso importa, porque há uma tendência a seguir caminhos diferentes e a gente é obrigado a lidar com isso, e NÃO, não se pode ter remorso, não se deve sentir dor, porque as é assim que as coisas são. Puxa vida, é tão simples! É que é meio óbvio e clichê, ou talvez por estar pensando em outras coisas, nunca conseguir absorver esse negócio de "viver o presente", mas agora tudo ficou tão claro!
Não que eu vá fazer isso, mas achei bem legal compreender.
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felicidade,
fenômenos sociais,
teorias
domingo, 20 de março de 2011
As vezes, muito raramente, a vida resolve dar uma brecha e nos dá alguns dias suaves e delicados, fazendo com que o passado amadureça e nos permitindo seguir em frente. Não sei bem se é em frente, ou talvez seja pros lados, ou mesmo pra trás.
Eu me sinto culpada por não sentir culpa, não sentir falta e não sentir...não sentir nada. Eu segui em frente, mas eu não queria ter seguido. Queria sentir remorso. Sentir que saí de um relacionamento que valeu a pena. Então vejamos. Eu anulei 2 anos da minha vida em um relacionamento bizarro e estranho que até hoje não sei explicar, de uma amizade obsessiva camuflada de amor, e depois simplesmente resolvi reservar mais um ano pra que eu pudesse choramingar e achar minha vida uma droga. Pois então. Depois de 2 anos turvos, minha vida passou a ser legal, bonita e cheia de flores. Até aí ok, só que eu penso que na vida a gente não pode pular etapas, porque as vezes elas voltam quando você está andando na corda bamba. Taí, ainda não tive meu luto do relacionamento, sinto que preciso tê-lo, fico forçando e não consigo porque eu simplesmente to feliz e continuei feliz.
Pode ser que eu tenha me acostumado tanto a sofrer, a estar sempre doente e triste que eu não me sinta a vontade estando bem.
Logo, concluo - de um modo bem confuso - que: As pessoas precisam se acostumar com o fato de eu ainda não me acostumar com o fato de eu não estar a vontade pra que então eu possa me acostumar e ficar a vontade.
É, é basicamente isso.
Eu me sinto culpada por não sentir culpa, não sentir falta e não sentir...não sentir nada. Eu segui em frente, mas eu não queria ter seguido. Queria sentir remorso. Sentir que saí de um relacionamento que valeu a pena. Então vejamos. Eu anulei 2 anos da minha vida em um relacionamento bizarro e estranho que até hoje não sei explicar, de uma amizade obsessiva camuflada de amor, e depois simplesmente resolvi reservar mais um ano pra que eu pudesse choramingar e achar minha vida uma droga. Pois então. Depois de 2 anos turvos, minha vida passou a ser legal, bonita e cheia de flores. Até aí ok, só que eu penso que na vida a gente não pode pular etapas, porque as vezes elas voltam quando você está andando na corda bamba. Taí, ainda não tive meu luto do relacionamento, sinto que preciso tê-lo, fico forçando e não consigo porque eu simplesmente to feliz e continuei feliz.
Pode ser que eu tenha me acostumado tanto a sofrer, a estar sempre doente e triste que eu não me sinta a vontade estando bem.
Logo, concluo - de um modo bem confuso - que: As pessoas precisam se acostumar com o fato de eu ainda não me acostumar com o fato de eu não estar a vontade pra que então eu possa me acostumar e ficar a vontade.
É, é basicamente isso.
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amor,
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felicidade,
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irritação,
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Ok, rapaz.
De tempos em tempos eu caio na real. Tremer, gaguejar, chorar. O estômago corroendo, a cabeça corroendo. E eu não consigo explicar de uma forma clara, de um modo que as pessoas compreendam o que se passa. Mas eu vou tentar mais uma vez.
Eu levo mais ou menos duas horas pra cair no sono. Eu arquiteto planos, antes de dormir, grandes planos. Do dia seguinte, do mês seguinte, do ano seguinte, do futuro. E para cada caminho, já prevejo as opções, os desvios, tudo. E faço isso com tudo. Ok, querem um exemplo... Vejamos, eu vou dormir e penso: "amanhã eu devo acordar e desenhar". Então já planejo a folha, a cor do lapis, o desenho, a borracha, o lugar, a hora, quais músicas vou ouvir. Isso é apenas uma das coisas que penso. Passo mais ou menos duas horas pensando, como eu disse, certo? Então, imagine as milhares de coisas que passam pela minha cabeça. O fato é que eu não ponho em prática, ou ponho mas não do jeito utópico com todos os detalhes que pensei. Isso dói, dói demais. Uma coisa é você decepcionar alguém, outra coisa é você se decepcionar e conviver com uma culpa só sua direcionada para você mesmo.
Eu sempre fui protegida. Eu fui a filha protegida...ou talvez largada. Não sei bem ao certo, mas sei que as intenções foram boas. Não os culpo. Eu criei uma bolha ao meu redor que me protege de um jeito doentio. Eu analiso tanto, mas tanto...Eu simplesmente não me arrisco. Eu observo, porque as pessoas, elas fazem as coisas, elas cometem erros, muitos erros, e eu me limito a aprender com os erros delas. Eu não tenho coragem de comenter meus próprios erros. Os velhos são sábios, eles dizem: "Eu já vivi e sei que tal coisa e tal coisa acontecem da forma tal e tal". Sim, eles sabem...mas e eu?
Eu preciso sentir pra aprender. "Vivendo e aprendendo", nunca dei atenção pra essa frase porque ela é simplesmente um saco, mas se você parar pra pensar, é bem isso. O problema, é que eu não faço a minha parte, quando se trata de "viver".
Eu me diagnostiquei com uma doença que chamo de "Lupus mental". Tenho pensamentos auto-imunes.
Há um ano atrás eu entrei numa relação e lutei por ela com todas as forças. Acho que no fim das contas eu não queria a relação, eu talvez só estivesse numa inércia tal que precisasse ter pelo que lutar. Eu sabia que estava errada, estava errando, mas entrei de cabeça. Sabe, eu nunca cresci tanto.
Eu tenho uma auto-estima praticamente inexistente. Eu acredito não merecer a amizade ou o amor das pessoas. Eu acredito não agradá-las, física e psicologicamente, de forma alguma. Então eu simplesmente insisto nisso e as afasto de mim. É assim que eu faço. Então eu nunca sei quando alguém gosta de mim, porque eu censuro a pessoa. E eu sempre acho que ela fala tudo que fala apenas pra me agradar, do tipo "ah, ela é uma coitada, vou ajudá-la com algumas palavras de consolo". Eu me sinto como um estepe na vida das pessoas. Eu as faço rir, eu faço piadas, brincadeiras...Sou mais ou menos como uma TV. Você sabe, uma TV você desliga quando cansa. E eu já acostumei tanto com o fato de que, quando eu estou alegre (ou aparento estar) e fazendo piada, as pessoas se fazem próximas, que eu não me permito ficar de outra forma. Então, por mais que eu queira e precise estar chorando, eu vou estar rindo.
Nesse exato momento, neste parágrafo, parei pra analisar o texto, coisa que uma pessoa normal não deveria fazer. Todos os parágrafos começaram com "eu". Como isso me incomoda. Não consigo não me auto-criticar a cada respiro que dou. Estou escrevendo um texto explicativo sobre mim. Que doentio.
A única coisa eterna, linear e invariável que podemos ter é a morte. Morrer é algo utópico. Tenho carinho pela morte. Não que eu vá me matar, porque tenho carinho por mim também, ou sei lá, pela minha pseudo-vida. E sou muito correta pra fazer algo tão aleatório assim. Lembrando que, eu ia pensar tanto e arquitetar tanto que eu nem conseguiria morrer e morreria de desgosto por causa da decepção (?).
Eu cada dia falo menos. Minha fala não acompanha a velocidade do meu pensamento. Então apenas deixo de falar. Escrever é melhor.
Só publiquei isso porque quero que as pessoas me entendam, de uma vez por todas.
Eu levo mais ou menos duas horas pra cair no sono. Eu arquiteto planos, antes de dormir, grandes planos. Do dia seguinte, do mês seguinte, do ano seguinte, do futuro. E para cada caminho, já prevejo as opções, os desvios, tudo. E faço isso com tudo. Ok, querem um exemplo... Vejamos, eu vou dormir e penso: "amanhã eu devo acordar e desenhar". Então já planejo a folha, a cor do lapis, o desenho, a borracha, o lugar, a hora, quais músicas vou ouvir. Isso é apenas uma das coisas que penso. Passo mais ou menos duas horas pensando, como eu disse, certo? Então, imagine as milhares de coisas que passam pela minha cabeça. O fato é que eu não ponho em prática, ou ponho mas não do jeito utópico com todos os detalhes que pensei. Isso dói, dói demais. Uma coisa é você decepcionar alguém, outra coisa é você se decepcionar e conviver com uma culpa só sua direcionada para você mesmo.
Eu sempre fui protegida. Eu fui a filha protegida...ou talvez largada. Não sei bem ao certo, mas sei que as intenções foram boas. Não os culpo. Eu criei uma bolha ao meu redor que me protege de um jeito doentio. Eu analiso tanto, mas tanto...Eu simplesmente não me arrisco. Eu observo, porque as pessoas, elas fazem as coisas, elas cometem erros, muitos erros, e eu me limito a aprender com os erros delas. Eu não tenho coragem de comenter meus próprios erros. Os velhos são sábios, eles dizem: "Eu já vivi e sei que tal coisa e tal coisa acontecem da forma tal e tal". Sim, eles sabem...mas e eu?
Eu preciso sentir pra aprender. "Vivendo e aprendendo", nunca dei atenção pra essa frase porque ela é simplesmente um saco, mas se você parar pra pensar, é bem isso. O problema, é que eu não faço a minha parte, quando se trata de "viver".
Eu me diagnostiquei com uma doença que chamo de "Lupus mental". Tenho pensamentos auto-imunes.
Há um ano atrás eu entrei numa relação e lutei por ela com todas as forças. Acho que no fim das contas eu não queria a relação, eu talvez só estivesse numa inércia tal que precisasse ter pelo que lutar. Eu sabia que estava errada, estava errando, mas entrei de cabeça. Sabe, eu nunca cresci tanto.
Eu tenho uma auto-estima praticamente inexistente. Eu acredito não merecer a amizade ou o amor das pessoas. Eu acredito não agradá-las, física e psicologicamente, de forma alguma. Então eu simplesmente insisto nisso e as afasto de mim. É assim que eu faço. Então eu nunca sei quando alguém gosta de mim, porque eu censuro a pessoa. E eu sempre acho que ela fala tudo que fala apenas pra me agradar, do tipo "ah, ela é uma coitada, vou ajudá-la com algumas palavras de consolo". Eu me sinto como um estepe na vida das pessoas. Eu as faço rir, eu faço piadas, brincadeiras...Sou mais ou menos como uma TV. Você sabe, uma TV você desliga quando cansa. E eu já acostumei tanto com o fato de que, quando eu estou alegre (ou aparento estar) e fazendo piada, as pessoas se fazem próximas, que eu não me permito ficar de outra forma. Então, por mais que eu queira e precise estar chorando, eu vou estar rindo.
Nesse exato momento, neste parágrafo, parei pra analisar o texto, coisa que uma pessoa normal não deveria fazer. Todos os parágrafos começaram com "eu". Como isso me incomoda. Não consigo não me auto-criticar a cada respiro que dou. Estou escrevendo um texto explicativo sobre mim. Que doentio.
A única coisa eterna, linear e invariável que podemos ter é a morte. Morrer é algo utópico. Tenho carinho pela morte. Não que eu vá me matar, porque tenho carinho por mim também, ou sei lá, pela minha pseudo-vida. E sou muito correta pra fazer algo tão aleatório assim. Lembrando que, eu ia pensar tanto e arquitetar tanto que eu nem conseguiria morrer e morreria de desgosto por causa da decepção (?).
Eu cada dia falo menos. Minha fala não acompanha a velocidade do meu pensamento. Então apenas deixo de falar. Escrever é melhor.
Só publiquei isso porque quero que as pessoas me entendam, de uma vez por todas.
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